Artesanato do CentroCerâmicas

Cerâmica das Caldas da Rainha

Caldas da Rainha, localidade situada na Comunidade Intermunicipal do Oeste, numa terra rica em nascentes de águas sulfurosas e minero medicinais, distinguidas no século XV pela rainha D. Leonor que mandou erguer um Hospital Termal.

A existência de boas jazidas de uma argila abundante e plástica, rica em calcário, e a necessidade de produção de cerâmica para abastecimento do hospital, deram origem a uma das mais reconhecidas e notáveis tradições de cerâmica.

Durante alguns séculos foi produzida louça com diferentes topologias de carácter utilitário, em barro cozido ou com vidrado e destinada sobretudo ao uso do Hospital. O século XIX é apontado como o período em que a cerâmica das Caldas conheceu um dos seus expoentes máximos, marcado principalmente pela transição entre a olaria anónima, de um carácter mais utilitário, para o reconhecimento da cerâmica artística.

Esta transição, é iniciada com a produção de Maria dos Cacos, originalmente caracterizada pelas suas belas peças monocromáticas verdes-cobre ou castanhas-manganês de célebre gosto. Depois, Manuel Cipriano Gomes Mafra renova e consolida o desenvolvimento de cerâmica com uma intenção assumidamente artística, esta já de autor, que mais tarde fora levada ao seu mais alto patamar, a uma escala sem precedentes por Rafael Bordalo Pinheiro e seus discípulos.

Desde então, a cerâmica caldense foi reconhecida pelo gosto das elites e, consequentemente, diversificou os seus mercados sociais. Existe uma produção menos apurada e imaginativa, destinada ao consumidor popular, que se escoa através de feiras e mercados, a par de uma produção mais cuidada e sofisticada, adaptada às exigências e posses das classes abastadas, vendida em loja. Existe também produção de pequenas séries de peças complexas, onde o aspeto artístico e decorativo é absolutamente dominante, quando não exclusivo, garantido por um artista reconhecível.

As peças produzidas distinguem-se pela abundância dos seus modelos formais, assim como diferenciadas por uma bela e variada abordagem de temas decorativos. Há vários tipos de louça das Caldas, os principais são: A louça utilitária ou de cozinha, tendo abordagens contemporâneas com efeitos de design básicos, e também abordagens de estilo nacional, representando assim vários alimentos, tais como uma couve, alface, enchidos, etc.; a louça humorista, do tipo decorativo, erótico, caricaturista ou naturalista.

A cerâmica artesanal das Caldas da Rainha é feita pelos oleiros a partir do barro, que usam como ferramentas a chamada “roda do oleiro” para moldar barro e os "teques" para extrair a argila em excesso. A olaria tornou-se uma tradição familiar que é passada de geração em geração. Estes oleiros têm amor à tradição, para eles a Louça das Caldas não é apenas louça, é o carinho do oleiro passado a quem a compra, ou a quem é oferecida.

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