Artesanato do CentroMadeira e Cortiça

Colheres de pau de Arganil

Foto de Paulo Santos, via Facebook

O concelho de Arganil, situado no distrito de Coimbra, já fora popular na utilização, produção artesanal e venda das suas colheres de pau.

Pela década de 90 no século XX, era ainda florescente a arte dos colhereiros na freguesia de Benfeita que produziam principalmente para a venda nas feiras e mercados locais. Com a concorrência das ligas metálicas e, sobretudo, do plástico, a procura destas peças tem vindo a diminuir drasticamente, sendo assim preteridas por colheres feitas a partir de outros materiais, mais baratos, resistentes, coloridos e belos. Mesmo assim, ainda vai havendo quem prefira as características das colheres de pau para a utilização na culinária tradicional, e existe alguma procurada das colheres como artesanato decorativo.

Feitas a partir de um pedaço de madeira de pinho apoiado num cepo, ganha forma através de golpes dados com uma machada (ferramenta de corte). Posteriormente, a talhe delicado de uma enxó (instrumento composto por um curto cabo e uma lâmina de aço) é moldada a pá da colher. Por fim alisa-se a colher, recorrendo a uma faca fina e a uma legre (faca com lâmina de formato curvo) para alisar por dentro.

Em décadas passadas, quase todas as famílias em Arganil tinham pelo menos um colhereiro. A produção das colheres de pau era uma das chaves da economia do concelho. Entretanto, muitos dos artesãos colhereiros desistiram completamente da sua produção devido a não conseguirem subsistir com o fruto do seu trabalho.

Hoje em dia, quase não há quem faça colheres de pau no concelho de Arganil. Os que persistem vão vendo aos poucos as suas ferramentas a ganhar ferrugem, e a tristeza funde-se com a vida destes artesãos, que continuam a luta contra a aparente extinção da sua arte. Afirmam que já não há quem queira aprender a produzir colheres ou a ser colhereiro.

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